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JANEIRO 6, 2026
38ªedição

Tereza

Tereza

Rainha Tereza, Rainha Viúva, Rainha Negra do Pantanal, Tereza de Benguela, Tereza do Quariterê.

Femme noire assise de face
Femme noire assise de face

Tereza

Resistência e de luta contra a escravidão

É possível que você tenha visto, a obra acima, identificada como o retrato de Tereza de Benguela.

Na verdade, não há retratos dessa instigante mulher.

O quadro em questão é denominado Femme noire assise de face ou Mulher negra sentada de frente.

Qualquer imagem associada a essa líder quilombola é fruto da imaginação.

 Criação de Patty Jagmin

A líder quilombola

Não sabemos se Tereza nasceu no Brasil ou no continente africano.

Ela viveu no século XVIII, foi quilombola e líder do Quilombo do Piolho.

O quilombo

Esse quilombo, também conhecido como Quilombo do Quariterê, estava localizado no vale do Guaporé, na região pantaneira pertencente ao atual Estado de Mato Grosso (Brasil). Na época: Capitania de Mato Grosso.

Sua localização era estratégica e com acesso às atividades de coleta, pesca e caça. Era, ainda, dotado de terras boas para a prática da agricultura e próximo às áreas de mineração.

Os quilombolas mantinham contatos com povos indígenas que habitavam suas vizinhanças, assim como, com pessoas que viviam em áreas de colonização espanhola. 

Tereza e o quilombo do Piolho

Pouco sabemos sobre a vida de Tereza antes de sua chegada ao Quilombo.

É certo que foi levada, na condição de escravizada, para a região mineradora localizada na, atual, região mato-grossense.

Onde viveu antes? Mistério…

Tereza foi esposa de José Piolho, o chefe do Quilombo do Quariterê.

Esse quilombo já existia por volta do 1730.

Em 1750, após um ataque aos quilombolas, José Piolho morreu.

Esse acontecimento determinou que Tereza assumisse o comando de sua comunidade.

Ela liderou o Quilombo por mais de vinte anos.

No ano de 1770, um grande ataque provocou a quase extinção do Quariterê.

A morte de Teresa

Algumas fontes dizem que a rainha quilombola morreu, lutando, no quilombo; outras relatam que ela morreu enquanto tentava fugir (após a derrota para as forças invasoras).

As informações mais conhecidas, falam que ela foi feita prisioneira e levada para a Vila Bela de Santíssima Trindade, onde, após alguns dias, faleceu de tristeza.

A memória

Lembrar essa rainha quilombola é refletir sobre resistência à escravidão e a luta por liberdade e dignidade.

No Brasil, a data 25 de julho é mais um dia para dizer da importância de uma sociedade antirracista e do combate ao sexismo.

O dia 25 de julho é nomeado Dia Nacional Tereza de Benguela.

Nessa mesma data é comemorado o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha.

Vai clarear, oi vai clarear
Verso do samba-enredo
Samba-enredo

Sabia que a escola de samba carioca Unidos do Viradouro teve um samba -enredo cujo tema foi: “Tereza de Benguela – Uma Rainha Negra no Pantanal”. Foi no carnaval de 1994.

Entrevistando a rainha quilombola

Gostaria de conversar com essa mulher incrível?

Gostaria de saber mais sobre o Quilombo do Piolho?

Com imaginação e conhecimento histórico é possível. 

Leia o conto Rainha Tereza 

Notas:

  • A obra Femme noire assise de face é de autoria de Félix Vallotton . Essa pintura é datada de 1911. Óleo sobre tela, coleção privada. Domínio Público. Fonte: Wikimedia Common.
  • Vila Bela da Santíssima Trindade foi sede da Capitania de Mato Grosso.
  • A imagem destacada e a contendo verso do samba-enredo são artes da editora de Histori-se.

marca Histori-se

Referências

ALBUQUERQUE, João. In: Revista do Arquivo Público do Estado de Mato Grosso (RAPMT), Cuiabá, v. 1, n. 3,set. de 1987 [1794].

ALINCOURT, Luís d’. Memória sobre a viagem do porto de Santos à cidade de Cuiabá. Brasília: Senado Federal; Conselho Editorial, 2006.

AMADO, Janaina; ANZAI, Leny Caselli. Anais de Vila Bela (1734-1789). Cuiabá: Carlini e Caniato; EdUFMT, 2006.

HIRSCH, Lorena Araujo. Tereza de Benguela: a escrava que virou rainha e liderou um quilombo de negros e índios. Biblioteca do CECULT/UFRB, 25 jul. 2022.

MELLO, Francisco Pedro. Diário de Diligência [1795]. In: ROQUETTE-PINTO. Rondônia. Archivos do Museu Nacional do Rio de Janeiro (Volume XX). Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1917

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